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segunda-feira, junho 20, 2011

Eram 137 irmãzinhas, todas vestidas de bronse...


- Está tudo parvo? A minha filha copiou o quê?




Palavra: se eu fosse o Pai de alguma das jovens estudantes no curso lá do Centro de Estudos Judiciários, já estava de advogado em punho a apresentar queixa por difamação, atentado ao bom nome, o que fosse.

Confesso: não é a possibilidade de uns quantos abusadores poderem virem a ser juízes o que mais me choca.

De há muito que estamos habituados a essa tolerância secretamente orgulhosa perante o «gajo que se desenrascou».

O que me choca é o desrespeito com que alguém estaria a tratar a minha filha.

Contra quem teria de apresentar queixa, logo se via, mas, por exemplo, contra o Expresso, que escrevia on line a seguinte coisa: "A Direcção do Centro de Estudos Judiciários atribuiu nota 10 aos 137 Auditores de Justiça que foram apanhados a copiar..."

"Aos 137 que foram apanhados", reparem.

Dir-se-ia, «tá bem, pá, é só uma notícia, que é que tem?»

Pois tem.

Se a minha filha estivesse entre eses 137 alegados auditores a fazer o exame, o meu advogado estaria a exigir ao Centro de Estudos a prova de que tinham sido exactamenete todos os 137 que realizaram o seu teste, nem menos um, a serem apanhados a copiar.

De facto, estarão os pedagogos do centro em condições de afirmar que não houve ao menos um que tivesse realizado honestamente o seu teste?

Não parece muito: fala-se em "copianço generalizado" - com uma impropriedade de termos realmente chocante vinda de quem vem - e afirma-se que a decisão foi tomada perante a "existência de respostas coincidentes em vários grupos". Noutro lado qualquer podia ler-se a espantosa declaração atribuída, erradamente, espero eu, a um tal Bravo Serra que, no mínimo mereceria o tratamento por Sr.: "desconhece-se ainda", terá ele declarado, "de que forma é que os alunos copiaram, se dentro ou fora da sala de aula..."

Dir-se-ia que o corpo docente daquela escola não sabe realmente grande coisa. Mas, pertencendo ao Ministério da Justiça, desgosta-me pensar que, sem provas, sem indícios fortes de que a minha filha tivesse de facto cometido essa indignidade, partissem logo para a afirmação peremptória de que "os alunos" copiaram. Em lógica nós aprendemos que «os alunos» é = «todos os alunos»; quando se quer dizer talvez não sejam todos - o que era uma dúvida, no mínimo, saudável - pode usar-se a expressão «pelo menos um», «uns» ou «alguns».

Ora eu não leio nada disso nos jornais.

Leio "os 137".

A minha filha, se lá estivesse, estaria irremediavelmente acusada de desonestidade, de ter cometido uma fraude num exame.

Alguém havia de a indemnizar: o CEJ, o Expresso, toda imprensa que cegamente escreveu «os 137».

Um euro simbólico para ela e para a família.

E um milhão que lhes ficasse de emenda a favor do Banco Alimentar Contra a Fome, por exemplo.

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Nota:

Para que conste: não tenho filha nenhuma a estudar no CEJ. Não tenho mesmo, está bem?

quinta-feira, setembro 30, 2010

Como íamos dizendo

D. Augusta e o Sr. Marcolino na manifestação:
OBRIGADOS SÓCRATES
POR NÃO NOS TERES TIRADO
UM OLHO

quarta-feira, novembro 18, 2009

A Grande Guerra

Não há, quem sabe, parvoíce maior do que querer imaginar o que dirão os hitoriadores daqui a uas décadas.
Mas, se lhes podemos deixar um recadito ou outro, que tal encararem todo o século XX como uma interminável guerra entre a Educação e a Babárie? (1)
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(1) Pinta-me que temos perdido as últimas batalhas e que estamos a perder armamento.

sexta-feira, maio 22, 2009