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sábado, janeiro 22, 2011

Período de reflexão

Não sei como anda o tempo aí pelas vossas paragens.
Aqui sopra um ventinho de se ir para a América só com a vela do estai de proa.
Para quem já tem que chegue dos nossos Dantas, é o ideal.
Já viram? Mar a fora, passar ali a Madeira e Alberto João o mais de largo que as correntes deixarem e só parar na Patagónia?
Que está frio, o mar tempestuoso e isso, dizem-me.
Queria eu lá saber.
Tivesse eu nem que fosse um Vaurienzito... mesmo o mar picado não mareia tanto como a televisão, a ver candidatos e comentadores, alguns dos quais, benza-te Deus.
Assim, olha!
Vou gastando o mais utilmente que posso o período de reflexão.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Tema para a meditação de hoje

Monarquia Absoluta
- S. M. F. D. Ricardo I
Rei de Portugal e dos Algarves


sábado, outubro 30, 2010

11 razões para não votar Cavaco

O «Delito de Opinião» publicou, no dia 26 de Outubro, uma bela lista de dez razões para não votar no Cavaco.
Nós aqui, no Portugal, caramba!, só temos uma a acrescentar:

11. Já viram bem a cara dele?

sexta-feira, maio 07, 2010

Tema para a meditação de hoje

Quatro mil trabalhadores dizem que há um Granadeiro a mais na PT
-
Recortes do jornal Público, com a devida vénia.

quarta-feira, maio 05, 2010

Tema para a meditação de hoje

Será verdade que "quando a esmola é grande, o pobre desconfia"?
É que, juro-vos, nunca, por nunca ser, eu vi esse tal pobrezinho deitá-la fora. E muito menos em tempos de crise, claro.

terça-feira, abril 27, 2010

Tema para a meditação de hoje: Ricardo Sá Fernandes

Sabem?
Estamos em crer que ele não precisa do nosso apoio para nada.
Mas, para nós, aqui no Portugal, Caramba!, é muito importante dizer que ele o tem.
Nem que mais não seja,
para que um dia possamos olhar-nos no espelho e dizer,
com uma pontinha de vaidade:
nós estivemos lá.

quarta-feira, abril 07, 2010

Tema para a meditação de hoje

Não perguntes o que a iniciativa privada pode fazer por ti.
Pergunta antes o que podes tu fazer pela iniciativa privada!
-
Ouviste, ó palerma?

sexta-feira, abril 02, 2010

Tema para a meditação de hoje





Os jornais estão cheios com a foto de uma jovem de dezassete anos que já era viúva quando faleceu, juntamente com as suas vítimas, no metro de Moscovo.
Tinham-lhe morto o marido, provavelmente com todas as razões do mundo, carimbo e benção oficial e não serei eu, ignorante como sou, quem atirará pedras ao executor.
Mas não posso deixar de pensar em Romeu e Julieta, no desesperado e violento amor dos treze anos, dos catorze, quinze, dos teenagers. Quem transformou Dzhennet Abdurakhamanova numa viúva negra, estava, receio eu, como sempre, a criar alguém capaz de quase tudo. Por amor, por ódio, por desespero.
Provavelmente ninguém o confessará:
Fosse Dzhennet feia, velha e com bigode, bah! Mais um terrorista, daqueles que se abatem sem dó nem piedade quando está na mira de uma pistola, de um helicanhão.
Mas ela era apenas uma menina, das que, no nosso país andam ainda no secundário; e era bonita. Faz-nos pensar na inocência, não faz?
Faz-nos pensar que Julieta, ao contrário do que é costume pensar-se, é uma ideia feita, não morreu de amor: morreu vítima de uma forma de bulliyng que aos jovens de Verona era permitida. Quem se não lembra, releia a cena do duelo entre Marcutio e Tybald e preste a atenção à insolência deste, à fanfarronice de todos, ao clima de violência instalado.
Mas a violência não se ficou pelas peças de Shakespere, não era só a de Verona.
Houve um brasileiro em Londres, lembram-se?
Foi abatido, assim, pás!
Azar! Era engano.
Houve protestos, claro, indemnizações e por aí fora. O atirador foi admoestado, certamente, são sempre.
Nós, neste cantinho da Europa, não podíamos ficar atrás. Também somos gente, não somos?
Há dias, um rapper que, se calhar, ia distraído a falar ao telemóvel, que talvez tivesse bebido um copo a mais, ou que, pura e simplesmente ia noutra, foi abatido pelas forças de segurança. Não ia, tanto quanto se soube, a fazer mal nenhum. Acontece que não parou quando lhe mandaram.
A autoridade perdoa tudo - sobretudo se houver uma pequena lembrança - menos a desobediência. É o que enfurece mais o bully: é que alguém lhe resista, que se esteja nas tintas para ele, que não lhe obedeça instantânea e submissamente. Multa. Bate. Dispara. O guarda, o que disparou - vai uma apostinha? - vai ser admoestado também.
É como as crianças que torturaram e afogaram uma pobre mulher doente, lá para as bandas do Porto. Foram admoestadas pelo sr. Dr. Juíz, se calhou, pelo sr. Padre Maia também, ia jurar, por toda a gente responsável.
E é como aquelas crianças que mandaram o Leandro Filipe para o hospital. E as que agora o empurraram para o Tua, mesmo se não foram elas, não, não! Ou prontos, foram, mas foi sem maldade, era só de brincadeira. Vão ser admoestados, podem ter a certeza!
E vão todos ter apoio psicológico porque estão muitíssimo transtornados.
As vítimas, essas morreram, como o jovem rapper, como o brasileiro de Londres, como a Gisberta.
Uma por outra recebeu, muitos anos depois, uma indemnizaçãozeca regateada que nem a símbolo chega. Foi o caso de uma rapariguita que só queria frequentar a universidade e se declarou anti-praxe, mas, hélas, foi torturada, violentada, humilhada.
Outros ainda, suicidaram-se.
É tão simples quanto isto: não quero este mundo, não quero esta gente, não quero! Vou-me embora!
A forma que escolhem para se despedirem é que faz a sua diferença.
Já aqui o disse: o Leandro Filipe era bom menino. Terá voltado a violência contra si próprio.
Dzhennet, de cultura muçulmana, escolheu ser bombista suicida.
Se fosse norte-americana, cristã de cultura, democrata e ocidental, teria escolhido entrincheirar-se numa torre da sua faculdade e disparar a esmo.
É uma vingança cega, injusta, mas é o único heroísmo julgado possível num mundo em que o poder se serve, ele próprio, dos bully, quer se chamem Bush, Blair, Aznar ou Barroso, para enforcar outros bully que se tornaram incómodos.
Um poder que precisa de guardas republicanos, de seguranças, de carcereiros para as abu garibes e as guantanamos que são a sua forma de domínio e, claro, não pode deixar de lhes tolerar os desmandos, os excessos, os erros.
O poder é assim mesmo: as forças armadas americanas, inglesas, russas, que sei eu, julgaram-se no direito de atacar, brutalizar, gritar, impôr.
As vítimas, às vezes, escolhem vingar-se.
Uma delas, por exemplo, chamava-se Dzhennet.
Tinha dezassete anos e fez mais vítimas que talvez tenham dezassete anos e que um dia farão - quem sabe? - mais vítimas...
Ninguém foi muito feliz e tiveram muitos filhos que foram devorados pela aviação inimiga.


domingo, fevereiro 28, 2010

Tema para a meditação de hoje

Lao-tsé disse que quem muito escolhe nunca acerta. Mas acrescentou que aquele a quem só é dado escolher o já escolhido, também não.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Tema para a meditação de hoje

Duas coisas, neste penoso momento, vos devem consolar, Irmãos, se meditardes nelas.
A Primeira é que é que já ninguém pensa em vender os bens da nossa Santa Igreja para pagar a crise, tão pequenos são uns e tão grande é a outra.
E a segunda é ainda mais importante, vede bem e pensai nisso quando fordes votar: é que desta vez, meus Irmãos, desta vez, Deus está inocente.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Maria de Lurdes Pintasilgo


















Chamava-se Maria de Lurdes e teria feito os oitenta anos no dia dezoito do passado mês de Janeiro.
Mas não resistiu tanto.
O Mundo, quando não os consegue quebrar, mata-os, escreveu Hemmingway, e Maria de Lurdes faleceu num dia de Camões, no dia 10 de Junho de 2004.
Tinha sido primeira ministra de Portugal durante uns cem dias. Depois correram com ela para o Parlamento Europeu, para a Unesco, para muito longe.
Não admiro muita gente, o defeito é meu, eu sei, e os políticos ainda menos. Mas esta Senhora fazia parte das excepções.
Não acreditávamos nas mesmas coisas, é claro, mas ambos tínhamos fé na Palavra. «A Palavra age», disse ela durante a campanha presidencial de 1986.
Nunca soube se esta «palavra» a que ela se referia era o Verbo bíblico, aquele de que fala S. João quando diz ao princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus... ou se era o logos dos gregos, razão do que existe, o princípio ordenador de Heraclito ou dos estóicos.
Nunca tive a oportunidade de lhe perguntar, nem sequer era importante. O que importava, isso sim, é que, quando ela falava, todos percebíamos que não era a palavra com que se escreve o Diário da República
Tenho saudades das pessoas como ela.
Ainda não sei, mas para o ano, em calhando, voto no Manuel João Vieira.