Foi na feira de Sevilha de 1911 que eu e o meu compadre João Perestrelo [... ] apresentámo-nos a todos como sendo toureiros. Ao declinar o nosso nome é que foram elas, num cais a desoras.segunda-feira, janeiro 29, 2007
Sevilha, 1911
Foi na feira de Sevilha de 1911 que eu e o meu compadre João Perestrelo [... ] apresentámo-nos a todos como sendo toureiros. Ao declinar o nosso nome é que foram elas, num cais a desoras.sexta-feira, janeiro 26, 2007
Deserdados
domingo, janeiro 21, 2007
Et revoilá...
Três tristes Taccis ao quadrado
Graças ao "Pequenos nadas" da Gi (que pode ser clicado aqui mesmo, do lado direito) e, através dele ao blog da Wind (http://wind9.blogspot.com/) passei uns momentos bem divertidos enquanto ia ouvindo o Whalerider, da Lisa Gerrard. quarta-feira, janeiro 17, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
Vimioso, Caramba!
quarta-feira, janeiro 10, 2007
O Rudolfo fez plaff no asfalto como um sapo despejado de sétimo andar
No grupo havia um indivíduo extra-bisonho, Zé de nome e Rudolfo por alcunha. Fumava sem parar, além do que rosnava, comentários imprecisos. Uma vez por mês tinha um ataque de fúria animal e espatifava quanto houvesse a espatifar - antes que alguém metesse ali ponto final, no queixo ou em qualquer outro interruptor dessas correntes. A presença dele onde quer que fosse parecia provir da responsabilidade do Gaspar, exclusiva. Um dia perguntei: «Porquê o Rudolfo?» «Bem», disse o Gaspar. «Eu nunca faria o gajo, mas está vivo, não? Então? Tem de circular.» terça-feira, janeiro 09, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Por motivos alheios à nossa vontade...
O blogger, por uma daquelas muitas e misteriosas razões só da electrónica, não me deixa inserir um boneco com a banda de Bucelas que devia, pensava eu, acompanhar o texto do Nuno Bragança. O blogger é de opinião contrária. provavelmente tem mais bom-gosto (já sei, já sei!) do que eu. Em sua substituição, aqui fica o «japona retocado 2».terça-feira, janeiro 02, 2007
Os Vimioso e a Banda de Bucelas
Alcaïns - 4
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Alcaïns - 3
O Sr. Padre Novo, que não era nada tolo, apercebeu-se rapidamente de que a religiosidade, por não seguir sempre o canon de Roma - nem, por vezes, o bom senso - não deixa de ser religiosidade, profunda e sentida. A tradição de intolerância foi mais forte. Deixou de se opor. Mas foi incapaz de participar.quinta-feira, dezembro 28, 2006
Alcaïns - 2
A vida na Beira Interior foi sempre muito dura. Contam as pessoas mais antigas que, muitas vezes, o jantar era uma malga de feijão pequeno (o feijão frade), com um fio de azeite -se havia. E uma bucha de pão para levar para o trabalho. Ou para a escola. A professora batia. Com a régua, nas mãos inchadas pelas frieiras e geladas do frio. Alcaïns - 1
quarta-feira, dezembro 20, 2006
- Sim, titi.

Numa sala forrada a papel escuro, encontrámos uma senhora muito alta, muito seca, vestida de preto, com um grilhão de ouro no peito; um lenço roxo, amarrado no queixo, caía-lhe num bioco lúgubre sobre a testa; e no fundo dessa sombra, negrejavam dois óculos defumados. por trás dela, na parede, uma imagem de Nossa Senhora das Dores olhava para mim, com o peito trespassado de espadas.
- Esta é a titi - disse-me o Sr. Matias. - É necessário gostar muito da titi... É necessário dizer sempre que sim à titi!
Lentamente, a custo, ela baixou o carão chupado e esverdinhado. Eu senti um beijo vago, duma frialdade de pedra; e logo a titi recuou enojada.
- Credo, Vicência! Que horror! Acho que lhe puseram azeite no cabelo!
Assustado, com o beicinho já atremer, ergui os olhos para ela, murmurei:
- Sim, titi.
Eça de Queiroz, A Relíquia
segunda-feira, dezembro 18, 2006
"...intimidação cruel."

sexta-feira, dezembro 15, 2006
Hainnish Mãe
Debaixo da cama
Tenho um lobo mau.
E no meu armário
Vive um animal.
Mas no quarto ao lado
Dorme a minha mãe
Que guarda o meu sono
Como mais ninguém.
quinta-feira, dezembro 14, 2006

O absurdo máximo é viver e morrer! Ser e não ser! A vida é um sim que significa - não! O homem exclama: sim! Os ecos respondem-lhe: não!
Erguer e deitar abaixo! Fazer e desfazer! Deus, o que há de infantil na tua Obra!
O culto do Menino Deus! Deus é o Deus Menino. Lá está num altar da minha igreja, e tem o mundo na mão. Para quê? Para brincar com ele.
A esperança desespera, o amor odeia, a razão endoudece! É o desvario infantil que vem da Origem e trespassa todas as cousas...
E a Morte? O prazer com que ela mata certas pessoas! É uma criança a esfarrapar uma boneca.
A Criação é uma obra infantil, porque Deus é o Deus Menino. O velho barbudo de Israel é um pesadelo do Deserto.
Teixeira de Pascoaes, O Bailado,«Sombra e Pedra», VI a XI
sábado, dezembro 09, 2006
O velho, a carroça e o burro

Era uma vez um burrico, como qualquer burrico que dantes por aí andavam, de carga às costas ou a puxar pela carroça. Não tinha nome sequer, era o «arre burro», o «estupor do burro», quando não era pior.
Mas, como os leitores todos já tinham previsto, a carroça não andou. E o burrico, desanimado, pensou que, bolas, não valia a pena dizer 'arre burro', porque o burro era ele. E usar o chicote, tá quieto! Não era parvo para bater em si mesmo.









