segunda-feira, agosto 11, 2008
sexta-feira, agosto 08, 2008
segunda-feira, agosto 04, 2008
sábado, agosto 02, 2008
Million dollar baby
A pancadaria de Colmenarejo mostra que há uma agressividade feminina tão violenta e cruel como a masculina?
sábado, julho 19, 2008
Guerrilheiro Sentimental

Digamos desde já: este post vem a propósito da publicação de um livro, Guerrilheiro Sentimental, de Eurico Figueiredo.
quinta-feira, julho 17, 2008
Nunca o invejoso medrou
Faz-se noite de aquecer
segunda-feira, julho 14, 2008
... do que cabeça de Sardina pilchardus Clupeidae.
2. Já não há exploradores e explorados? sexta-feira, julho 11, 2008
Mais vale cauda de merluccius...
c) Do que queremos falar, verdadeiramente, é daquilo que muita gente se pergunta neste momento: dantes tínhamos um país reprimido, atrasado e em guerra. Agora somos, supostamente ao menos, uma democracia. E, olhando em redor, perguntamo-nos: como é que chegámos aqui?É claro que este "aqui", se desdobra: há um «aqui» mero estado de espírito, feito de descrença e desilusão. Acreditávamos, estávamos, como dizem os nossos irmãos, "muy ilusionados". Ou seja: tínhamos espectativas e julgávamos que eram realizáveis. Falamos por nós, e damos como testemunhas os programas dos partidos políticos de então, a constituição que deles resultou.
Queríamos superar o nosso analfabetismo, a nossa incultura. Queríamos acabar com a miséria. Queríamos que nenhum português mais se visse forçado a procurar "lá fora" as coisas que "cá dentro" não alcançava e a que queria ter direito. Coisas tão simples como uma casa que não fosse só um telheiro, de chão em terra batida; que tivesse tecto e uma casa de banho, electricidade, água canalizada, esgotos... Coisas tão simples como dinheiro para chamar o médico e aviar a receita na farmácia... Escolas para onde mandar os putos, a ver se tinham uma vida melhor do que a nossa.
Queríamos aquelas coisas que começávamos a ver na televisão: um carro e um fato, sofás para ver o futebol com os amigos enquanto bebíamos umas cervejas.

quinta-feira, julho 10, 2008
sábado, julho 05, 2008
Reticências

1 Março 2008
Não sei bem porquê
Gosto de escrever em forma de sapato
Começando na curva arredondada do pé
Até chegar às pontas dos dedos num desvelo timorato...
Ana Maria Puga, Reticências... Papiro Editora, 2008

Interpretado com a caneta e o pincel, o poema podia resultar mais ou menos assim. Mas a Ana Maria nunca nos havia de perdoar...
quarta-feira, julho 02, 2008
Filinto Elísio, da velha França...
quarta-feira, junho 25, 2008
Nim

A Nim está a fazer-se uma bonita cachopinha. Passou para a Escola lá de cima para o quinto ano, parece que é boa aluna a matemática, mas, diz a Clara Centeno, que é professora de inglês, não se lhe arranca uma palavra. Já não pára na papelaria: as irmãs não a querem por lá.
terça-feira, junho 24, 2008
Aleivosia
O Portugal, Caramba! tem estado um tanto parado devido a uns pequenos problemas com um certo animalejo... A gente não alumia o nome ao bicho porque a nossa mãezinha ensinou que essas coisas não se dizem (sobretudo à mesa, mas vá lá) porque é feio. E pronto.quarta-feira, junho 18, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
Un sou dans ma poche, e um caderno debaixo do braço.



Nesta página, aqui em cima, porém, o desenho do que estava na mesa do pequeno-almoço, não tinha nada a ver com coisa nenhuma. Serviu só para desenjoar. Ou, talvez, já não recordo, para interromper a leitura e conversar com os outros convivas. É meritório, não é?
domingo, junho 08, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Questões de constitucionalidade
A Congregação para a Doutrina da Fé, que Sua Santidade o Papa Bento XVI superiormente dirigiu até à sua eleição, parece ter publicado um decreto, daqueles da Santa Sé, com efeitos imediatos, a proibir terminantemente, e sob pena de excomunhão, a ordenação das mulheres.Isto dizer que o femeaço, essa metade da humanidade que faz o favor de dar á luz todo o resto, está excluído de um dos Sacramentos divinos: a ordem. E não o podendo receber, o gajame não pode ser padre - o que, etimologicamente, até estaria certo - e, portanto, não pode aceder ao sacerdócio. Tau! Mordam-se.
Pois!
O Portugal, Caramba! não teria nada a objectar se a Igreja Católica metesse o nariz só lá nas coisas dela, paredes a dentro do Vaticano, por exemplo. Pronto! Não havia mulheres. Que se amanhassem. Bom proveito lhes fizesse.
O problema é que a Igreja Católica é uma organização internacional com um peso considerável, por exemplo, no nosso país.
E bom, nada a dizer se ainda estivéssemos sob a constituição de 1933. A mulher era um ser inferior. Não podia ter passaporte se o marido não deixasse e só votava se fosse viúva e, portanto, cabeça de casal.
Mas já não estamos. Houve um tal de 25 de Abril, elegeram-se deputados a uma Assembleia Constituinte, votou-se uma constituição em tudo diferente. E a discriminação em função do sexo, religião ou raça foi radicalmente banida.
Portanto, Sr. Dr. Gomes Canotilho, Sr. Dr. Jorge Miranda, Sr. Dr. Vital Moreira, Excelências que sois famosos constitucionalistas, dizei-nos:
Podem as nossa autoridades permitir a existência de uma organização que claramente contraria a nossa constituição? Que estabelece uma diferença objectiva de carreiras em função do sexo?
E reparem, a diferença não é sequer de género: a Santa Sé não se propõe excomungar os Bispos que ordenem homossexuais masculinos cuja identidade de género não coincide com o seu sexo. Nem autoriza a ordenação de mulheres que se identifiquem com o género masculino. Não. São as «mulheres» que são discriminadas.
Mas pronto, a vida custa a toda a gente, admito que não queiram meter-se numa destas. Mas, ao menos digam-me: como é que se faz para declarar inconstitucional uma coisa destas?
quinta-feira, maio 29, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
O Caso Esmeralda

segunda-feira, maio 26, 2008
quinta-feira, maio 22, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
domingo, maio 18, 2008
Capturas
quarta-feira, maio 14, 2008
Os Diamantes são para sempre (continuação)
É um prémio feliz. Não tem nada a ver com o resto deste post onde tenho de indicar seis coisas detestáveis.
- Então, se os Senhores dão licença, cá vai!
terça-feira, maio 13, 2008
O Diamantes são para sempre (é o que diz a De Beer e o Portugal, Caramba também)
A Gi, autora do Pequenos Nadas (o 1 e o 2) - que constam aqui à direita com esse nome e também com o nome de Enormes tudos - o meu espírito de contradição, pronto - atribuiu ao Portugal, Caramba! a distinção Blog Diamante.Não me atrevo a discordar do critério da Gi, dado que todos os outros blogues que ela nomeou e eu fui espreitar merecem.
Como não quero nem devo, porém, recusar uma tão gentil distinção, resta-me cumprir as regras deste jogo e que são, por ordem, as seguintes:
1) Colocar aqui o link de quem me elegeu. (Já está, por tudo quanto é lado!)
2) Colocar aqui as regras desta atribuição. (É o que estou fazendo.)
3) Eleger seis outras pessoas, autoras de blogues. (Ui! É o mais difícil e perdoar-me-hão se demorar mais um tempinho.)
4) Avisar essas pessoas e deixar um comentário no blog de cada uma delas. (Será feito, à medida em que o ponto anterior for sendo cumprido.)
5) Partilhar seis coisas que consideramos importantes e outras seis de que não gostemos.
segunda-feira, maio 12, 2008
Irena
O rosto de Irena novasexta-feira, maio 09, 2008
Homenagem do Sérgio de Sousa ao Maio de 68
quarta-feira, abril 30, 2008
Quem sai aos seus, voa baixinho.

Era licenciado numas Letras quaisquer, argumentava sempre com um esquema diante dos olhos e achava que, acima de tudo, tinha de se ser coerente.
Nós nem por isso: verdade era dialética, as contradições faziam parte do processo revolucionário e a vanguarda da classe operária é que era, nós, mais ou menos intelectuais só podíamos estar a seu lado. E passávamos horas à roda da mesa, como dantes soía, reuniões atrás de reuniões, a decidir da linha justa. Estávamos, como se dizia então, «a serrar presunto». O Pedro Alves, porém, que era maçarico naquelas coisas, achava que estávamos era a perder tempo. A bem dizer, a gente suspeitava de que ele se tinha apaixonado por uma senhora casada - as paixões revolucionárias foram mato, naquelas eras, quem não se separou nem participou em dúbios encontros que atire a primeira pedra - e queria aproveitar aquele bocadinho antes de ela ir ter com o marido.
Apesar disso, muitas vezes fomos dar com ele a trabalhar até altas horas no gabinete, com planos e reestuturações que eram chumbados liminarmente porque os sectores implicados tinham sempre coisas muito mais importantes em que pensar.
- Mas o quê, caramba, mas o quê? - indignava-se.
Não obtinha resposta... ou sim: relambórios revolucionários, cheios de palavreado redondo, parágrafos tirados do Lenine ou do Enghels.
- Tás a ver? - acalmava-o eu. - É um período revolucionário, pá, só acontece uma vez na vida.
- Mas qual revolução, pá? - gritava ele. - Se não há trabalho revolucionário, como é que há revolução?
Nós encolhíamos os ombros. Algum mais exaltado respondia que tudo isso eram conceitos burgueses, contra-revolucionários. Tarefismo. E por aí fora. O jovem gestor não tardou a ser suspenso, transferido, reduzido á sua insignificância; um dia, o Pedro chateou-se e declarou-nos que se ia embora.
- A gota de água, pá. - explicou-nos ele. - Atingi o meu limite. Não aturo mais aquele gajo. Ou sai o Director ou saio eu.
Tinhamos ido almoçar em grupo, ali adiante da Escola Politécnica que ainda não tinha ardido, e estávamos já nas bagaceiras. Eu tinha acendido o cachimbo com um tabaco pestilencial - era para o que dava o vencimento - e enchia a atafulhada sala com as largas baforadas de espesso nevoeiro, mas nessa altura ainda não era pecado.
- Qual Director? Ele há quatro! - perguntei eu
- Três. O outro é o presidente. - precisou o Leonel.
E o nosso camarada alumiou o nome ao santo.
A empresa em que trabalhávamos tinha sido considerada estratégica, tanto antes como depois de Abril, e estava cheia de «fascistas». Por isso achou-se bem que fosse intervencionada: os militares sucediam-se nos diferente pelouros e o Director em causa qualificara-se para o cargo pelo facto de ser Capitão, piloto aviador da Força Aérea, provável ex-bombardeador de tabancas indefesas.
A proposta que o Pedro Lemos, gestor gestor recém-eleito e, já agora, o engenheiro Lousa, responsável por um importante sector técnico da empresa, tentavam que fosse discutida dizia respeito à concentração dos múltiplos edifícios pelos quais se espalhava a actividade da empresa. O produto principal dividia-se por três edifícios, tão distantes uns dos outros que exigiam um corropio de viaturas para se manterem em contacto. A manutenção dos equipamentos, essa podia requerer, no mínimo, umas cinco oficinas, cada uma instalada num inferninho à parte. A empresa fôra, ao longo das décadas, adquirindo edifício atrás de edifício, aluga daqui, compra dali, para instalar tão importantes necessidades.
O património imobiliário era impressionante. Das complexidades correlativas nem se fala: diga-se apenas que um carrossel de carrinhas 4L girava incessante, por vezes com um só papel, mas acompanhado do respectivo protocolo - um caderno de capa preta que tinha de ser preenchido à mão - que devia ser assinado pelo contínuo do serviço destinatário antes de a carrinha, vazia agora, percorrer de volta o caminho para mais um molho de folhas.
Fazer um grande edifício que concentrasse tudo isto parecia ao jovem camarada, bem como ao camarada engenheiro responsável pelo produto, uma medida razoável. O financiamento estava á vista: bastava alienar dois ou três dos edifícios para garantir a viabilidade da nova sede.
- Vamos lá a voar baixinho, disse peremptório, o Sr. Capitão piloto aviador, pondo ordem na reunião de planeamento.
- A voar baixinho, estão a ver? Como é que os gajos querem que se faça alguma coisa? - e repetiu: - Se ninguém faz trabalho nenhum, como é que querem fazer a revolução?
- Tens a certeza de que alguém quer? - provoquei eu a escarafunchar no cachimbo que se tinha entupido. - Olha que eu não sei se acredite...
- E então, vais-te embora só por isso? - perguntou o Leonel.
- Só por isso? Achas que não chega? Um parvalhão que não sabe ler nem escrever, um analfabeto de pai e mãe, a mandar a malta voar baixinho? Se não tem envergadura para dirigir uma empresa deste tamanho, andor. Não vai ele, vou eu. Tenho mais que fazer, pá. Vou trabalhar para a Nanterre, que há lá muitos livros.
- Pá - intervim eu a pôr água na fervura. - Que é que tu queres? O gajo o que aprendeu lá na tropa foi a voar assim. E sabes porquê? Com aquelas latas velhas dos Fiates e dos T-3 e os helicópteros da Grande Guerra, eles têm é medo de ir mais alto. O programa revolucionário dos gajos tem de ser a mesma coisa, pá, é rasteirinho, pronto.
A resposta do Pedro Costa não foi lá muito bem educada e questão ficou por ali, que remédio. Ele partiu, escreveu uma meia dúzia de cartas aos amigos, publicou um par de livros, ainda me mandou um e o outro encontrei-o, por acaso, numa livraria em Montmartre, quando por lá andava com uma amiga, em turismo romântico.
- Olha, olha! - exclamei eu deliciado.
A Voilá veio espreitar, leu o título que falava da enteléquia e quis saber a razão dos meus entusiasmos.
Contei-lhe, por alto, com o fim da história, de que entretanto me inteirara.
Vinte e cinco anos depois da partida do Pedro (Lemos Costa, como estava na capa do livro), mais mês, menos mês, mais ano, menos ano, com alguns (bastantes, para não dizer muitíssimos) milhões de contos de prejuízos acumulados, a empresa contratou finalmente um gestor a sério: não importa a sua filiação partidária. Não parece que tenha saneado as contas, mas o que fez logo, além de despedir meia dúzia de pessoas mais ou menos incómodas, claro, e contratar meio cento de outras, foi vender os imóveis inúteis e concentrar os serviços.
Não soube dizer à Voilá, nem provavelmente o saberão, quer o Engenheiro responsável, quer o outrora jovem Pedro Costa, que luvas terá havido nessas transacções ou até, quem sabe, se não terá havido nenhumas. O que é certo é que, durante vinte e tal anos, a contar por baixo, se andou a voar muito baixinho.
Éramos assim antes do célebre dia 25. Mas como do nada, nada sai, assim continuámos a ser.Quem quis ser diferente, emigrou. Nós, em matéria de voos, queremos e havemos de continuar a ser assim rasteirinhos, rasteirinhos...
quinta-feira, abril 24, 2008
Glória ao Vencedor






















O mais difícil vão ser as seis coisas detestáveis. Ficam para um próximo 



