
quinta-feira, setembro 11, 2008
Francisco Moita Flores

terça-feira, setembro 09, 2008
Nova ética

terça-feira, setembro 02, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
Porque é que não aprendes?
quinta-feira, agosto 28, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
Mails de férias
(Resposta a um convite para ir almoçar a Lisboa e percorrer depois, em passo descansado e facunda conversa, a Feira das Velharias de Belém)Amanhã é que a minha ida (com o perdão pela palavra má:) é bué da provável. Eu explico. Hoje de manhã apanhei um susto terrível.
O caso não foi para menos.
Os meus cães que dormem nos tapetes do meu quarto, um de cada lado da cama, devem ter ouvido ruídos de automóveis, vozes, gente a passar. Como sabes, moro num sítio isolado e esses gentis animais nossos amigos consideram que que se passa a menos de um quilómetro do portão é uma clara invasão do seu território. E vá de fazer um escândalo tal que me acordou espavorido.
Na altura, nem me lembrei do poema:
Mas, enfim, tudo isto para dizer que, completamente estremunhado, talvez mesmo em estado agudo de sonambulismo, lá fui tropeçando abrir a porta do quintal. Os cães saíram em grande grita e atropelo, espero que tenham dado alarme às três rolas que sobraram do ano passado e que elas tenham dito umas para as outras:
«Fosga-se! Porque é que estes gajos não se agarram uns aos outros em vez de nos virem fornicar a nós?»
E foi quando, sem querer, encarei com a minha própria imagem, a olhar-me do lado de lá do espelho, olhar vítreo, as pálpebras a meia haste como se estivessem a cumprir um luto nacional qualquer.
Em alturas destas não admira que nos ocorram as mais pitecantrópicas reflexões.
Para além das metafísicas, do tipo «então isto é que é a imagem e semelhança de Nosso Senhor?» e «é pá, além de velho, estás ficar feio como o caraças», surgiram outros pensamentos mais comezinhos (mas igualmente vãos) do tipo «amanhã vais a Lisboa e cortas essa trunfa toda a ver se ficas com melhor cara, òvistes?»
E pronto: as mais graves e solenes decisões da história da humanidade – por exemplo, quando o Hitler disse a si mesmo, «pá, bora invadir a Polónia!» – são tomadas com a mesma ponderação com que eu declarei: «Amanhã vais a Lisboa, cortas o cabelo e almoças com o Sérgio! Tá decidido!»
Receio que, ao receberes este mail, estranhes a linguagem em que vai escrito, desbragada e tão contra os meus cavalheirescos costumes. Mas tem uma explicação que talvez ajude a desculpá-la. É que todos estes graves acontecimentos ocorreram às seis da manhã. Imaginas? Quase de véspera!
Um abraço.
Tacci
quarta-feira, agosto 20, 2008
sábado, agosto 16, 2008
Alô, experiência, 1, 2, 3: Rita Braga
Nós, aqui no Portugal, Caramba! até diríamos que não, embora, claro, admitamos que possa vir a ser.
O que nos interessa, francamente, é a personalidade: tem um percurso que vale a pena espreitar e tem um sorriso bonito. Não nos parece que seja sócia do vastíssimo clube dos Luso-depressivos. Diverte-se enquanto canta. E sorri.
Aleluia.
quarta-feira, agosto 13, 2008
segunda-feira, agosto 11, 2008
sexta-feira, agosto 08, 2008
segunda-feira, agosto 04, 2008
sábado, agosto 02, 2008
Million dollar baby
A pancadaria de Colmenarejo mostra que há uma agressividade feminina tão violenta e cruel como a masculina?
sábado, julho 19, 2008
Guerrilheiro Sentimental

Digamos desde já: este post vem a propósito da publicação de um livro, Guerrilheiro Sentimental, de Eurico Figueiredo.
quinta-feira, julho 17, 2008
Nunca o invejoso medrou
Faz-se noite de aquecer
segunda-feira, julho 14, 2008
... do que cabeça de Sardina pilchardus Clupeidae.
2. Já não há exploradores e explorados? sexta-feira, julho 11, 2008
Mais vale cauda de merluccius...
c) Do que queremos falar, verdadeiramente, é daquilo que muita gente se pergunta neste momento: dantes tínhamos um país reprimido, atrasado e em guerra. Agora somos, supostamente ao menos, uma democracia. E, olhando em redor, perguntamo-nos: como é que chegámos aqui?É claro que este "aqui", se desdobra: há um «aqui» mero estado de espírito, feito de descrença e desilusão. Acreditávamos, estávamos, como dizem os nossos irmãos, "muy ilusionados". Ou seja: tínhamos espectativas e julgávamos que eram realizáveis. Falamos por nós, e damos como testemunhas os programas dos partidos políticos de então, a constituição que deles resultou.
Queríamos superar o nosso analfabetismo, a nossa incultura. Queríamos acabar com a miséria. Queríamos que nenhum português mais se visse forçado a procurar "lá fora" as coisas que "cá dentro" não alcançava e a que queria ter direito. Coisas tão simples como uma casa que não fosse só um telheiro, de chão em terra batida; que tivesse tecto e uma casa de banho, electricidade, água canalizada, esgotos... Coisas tão simples como dinheiro para chamar o médico e aviar a receita na farmácia... Escolas para onde mandar os putos, a ver se tinham uma vida melhor do que a nossa.
Queríamos aquelas coisas que começávamos a ver na televisão: um carro e um fato, sofás para ver o futebol com os amigos enquanto bebíamos umas cervejas.

quinta-feira, julho 10, 2008
sábado, julho 05, 2008
Reticências

1 Março 2008
Não sei bem porquê
Gosto de escrever em forma de sapato
Começando na curva arredondada do pé
Até chegar às pontas dos dedos num desvelo timorato...
Ana Maria Puga, Reticências... Papiro Editora, 2008

Interpretado com a caneta e o pincel, o poema podia resultar mais ou menos assim. Mas a Ana Maria nunca nos havia de perdoar...
quarta-feira, julho 02, 2008
Filinto Elísio, da velha França...
quarta-feira, junho 25, 2008
Nim

A Nim está a fazer-se uma bonita cachopinha. Passou para a Escola lá de cima para o quinto ano, parece que é boa aluna a matemática, mas, diz a Clara Centeno, que é professora de inglês, não se lhe arranca uma palavra. Já não pára na papelaria: as irmãs não a querem por lá.
terça-feira, junho 24, 2008
Aleivosia
O Portugal, Caramba! tem estado um tanto parado devido a uns pequenos problemas com um certo animalejo... A gente não alumia o nome ao bicho porque a nossa mãezinha ensinou que essas coisas não se dizem (sobretudo à mesa, mas vá lá) porque é feio. E pronto.quarta-feira, junho 18, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
Un sou dans ma poche, e um caderno debaixo do braço.



Nesta página, aqui em cima, porém, o desenho do que estava na mesa do pequeno-almoço, não tinha nada a ver com coisa nenhuma. Serviu só para desenjoar. Ou, talvez, já não recordo, para interromper a leitura e conversar com os outros convivas. É meritório, não é?
domingo, junho 08, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Questões de constitucionalidade
A Congregação para a Doutrina da Fé, que Sua Santidade o Papa Bento XVI superiormente dirigiu até à sua eleição, parece ter publicado um decreto, daqueles da Santa Sé, com efeitos imediatos, a proibir terminantemente, e sob pena de excomunhão, a ordenação das mulheres.Isto dizer que o femeaço, essa metade da humanidade que faz o favor de dar á luz todo o resto, está excluído de um dos Sacramentos divinos: a ordem. E não o podendo receber, o gajame não pode ser padre - o que, etimologicamente, até estaria certo - e, portanto, não pode aceder ao sacerdócio. Tau! Mordam-se.
Pois!
O Portugal, Caramba! não teria nada a objectar se a Igreja Católica metesse o nariz só lá nas coisas dela, paredes a dentro do Vaticano, por exemplo. Pronto! Não havia mulheres. Que se amanhassem. Bom proveito lhes fizesse.
O problema é que a Igreja Católica é uma organização internacional com um peso considerável, por exemplo, no nosso país.
E bom, nada a dizer se ainda estivéssemos sob a constituição de 1933. A mulher era um ser inferior. Não podia ter passaporte se o marido não deixasse e só votava se fosse viúva e, portanto, cabeça de casal.
Mas já não estamos. Houve um tal de 25 de Abril, elegeram-se deputados a uma Assembleia Constituinte, votou-se uma constituição em tudo diferente. E a discriminação em função do sexo, religião ou raça foi radicalmente banida.
Portanto, Sr. Dr. Gomes Canotilho, Sr. Dr. Jorge Miranda, Sr. Dr. Vital Moreira, Excelências que sois famosos constitucionalistas, dizei-nos:
Podem as nossa autoridades permitir a existência de uma organização que claramente contraria a nossa constituição? Que estabelece uma diferença objectiva de carreiras em função do sexo?
E reparem, a diferença não é sequer de género: a Santa Sé não se propõe excomungar os Bispos que ordenem homossexuais masculinos cuja identidade de género não coincide com o seu sexo. Nem autoriza a ordenação de mulheres que se identifiquem com o género masculino. Não. São as «mulheres» que são discriminadas.
Mas pronto, a vida custa a toda a gente, admito que não queiram meter-se numa destas. Mas, ao menos digam-me: como é que se faz para declarar inconstitucional uma coisa destas?
quinta-feira, maio 29, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
O Caso Esmeralda

segunda-feira, maio 26, 2008
quinta-feira, maio 22, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
domingo, maio 18, 2008
Capturas
quarta-feira, maio 14, 2008
Os Diamantes são para sempre (continuação)
É um prémio feliz. Não tem nada a ver com o resto deste post onde tenho de indicar seis coisas detestáveis.
- Então, se os Senhores dão licença, cá vai!
terça-feira, maio 13, 2008
O Diamantes são para sempre (é o que diz a De Beer e o Portugal, Caramba também)
A Gi, autora do Pequenos Nadas (o 1 e o 2) - que constam aqui à direita com esse nome e também com o nome de Enormes tudos - o meu espírito de contradição, pronto - atribuiu ao Portugal, Caramba! a distinção Blog Diamante.Não me atrevo a discordar do critério da Gi, dado que todos os outros blogues que ela nomeou e eu fui espreitar merecem.
Como não quero nem devo, porém, recusar uma tão gentil distinção, resta-me cumprir as regras deste jogo e que são, por ordem, as seguintes:
1) Colocar aqui o link de quem me elegeu. (Já está, por tudo quanto é lado!)
2) Colocar aqui as regras desta atribuição. (É o que estou fazendo.)
3) Eleger seis outras pessoas, autoras de blogues. (Ui! É o mais difícil e perdoar-me-hão se demorar mais um tempinho.)
4) Avisar essas pessoas e deixar um comentário no blog de cada uma delas. (Será feito, à medida em que o ponto anterior for sendo cumprido.)
5) Partilhar seis coisas que consideramos importantes e outras seis de que não gostemos.



























O mais difícil vão ser as seis coisas detestáveis. Ficam para um próximo 