terça-feira, dezembro 02, 2008
Subsídios para o livro de Aka (III)
sábado, novembro 29, 2008
A Itália também não...
" Italy is not a democracy. It’s a telecracy, an oligarchy, a mafiocracy. All of these together, but not a democracy. The citizens cannot elect their representatives. So it is not an elected democracy. The citizens cannot participate in public decision making. So it is not a participatory democracy. The citizens have no right to be informed. So they cannot make decisions. But if citizens cannot elect or participate or be informed, what is left? " quinta-feira, novembro 27, 2008
- Grande arrelia, caramba!
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Subsídios para o Livro de Aka (II)
Subsídios para o Livro de Aka (I)

- Para que serve então ter tantos nomes?
quinta-feira, novembro 20, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
domingo, novembro 16, 2008
O Priorado do cifrão
Por vezes, como aconteceu com O Senhor dos anéis ou com a saga em sete volumes de Harry Potter, os livros são bem escritos e, embora discutíveis como tudo na vida, engendrados com imaginação e gosto.
sexta-feira, novembro 14, 2008
quinta-feira, novembro 13, 2008
quarta-feira, novembro 12, 2008
Sempre é melhor do que nada...
sexta-feira, novembro 07, 2008
Obamocepticismo
Não sei bem a quem devemos pedir que nos perdoem por, aqui no «Portugal, caramba!», sermos Obamocépticos.E não é por causa do próprio Barack Obama, que, por tudo o que de si mostrou, nos mereceria o benefício, mais do que da dúvida, da confiança.
Mas a crença, o optimismo, fazem-se caros.
E gostaríamos de acreditar que sim, que a partir de agora, tudo vai mudar, que nunca mais haverá bombardeamentos cirúrgicos, nem guerras preventivas, nem danos colaterais. E também que vão acabar de vez as «guerras das estrelas» e os «escudos anti-míssil» (e já não ousamos rezar sequer para que acabem os próprios mísseis...)
quarta-feira, novembro 05, 2008
Insultos

sexta-feira, outubro 31, 2008
quarta-feira, outubro 29, 2008
domingo, outubro 26, 2008
Um cadáver requintado
sábado, outubro 25, 2008
Depoimentos escritos
Editorial Estampa, 1997
Sem data (provavelmente Out.-Nov. de 1961, de S. Domingos de Rana):
«Maruska bonita
Toma lá mais três "apontamentos". Creio que esta solidão me trouxe um apuramento de memória. As recordações começam a estar todas exactas e presentes. Vivo com fantasmas, não há dúvidas.
Tudo o que aí tens existiu.
Uma despedida amarga... Verão de 1960.
Dois momentos em Espanha... 1939. Dezasseis anos heróicos e estúpidos. O Henri do bigodão ainda deve existir e chama-se mesmo Henri. Estive com ele em Paris, em 1957 (que saudades do que eu, nessa altura, acreditava!). (...)
Querida menina do rostozinho eslavo, guarda isto contigo e um dia diz-me qualquer coisa. Espanha, três da tarde, cinco da tarde, de dias bem diferentes... Depois, Santa Apolónia... É para rir...
Vénia fantasmagórica do solene e irónico
...e sempre teu, claro
... «Tive aqui uma proposta divertida para resolver a minha situação de fora-da-lei. Um camarada uruguaio propôs-me o seguinte, depois de ter consultado gentes da terra dele: eu iria ao Uruguai e lá, em 15 dias, camaradas fixes arranjavam-me documentos de cidadão uruguaio. Ri-me francamente com a história. Achas-me com cara de "......... del Uruguay"? Se eu tivesse querido, já tinha tido duas oportunidades de mudar de nacionalidade: ou cidadão francês, ou soviético, que qualquer das duas seriam muito mais interessantes para mim do que ser um idiota uruguaio. Não, Isabelinha, nós nascemos naquela saudosa merda e a ela temos que pertencer até ao fim. Lá vivem os nossos operários, os nossos camponeses, por esses temos que lutar até que eles possam sorrir e ser homens livres e autênticos.»...
... «Quanto ao meu livro (*), já está em primeiras provas. Talvez esteja na rua lá para meados de Dezembro. Achei que tinha historietas demais e tirei um monte delas, não gosto de chatear demais os leitores.
Sabes que o Gaspar Simões botou elogio grosso aos CONTOS DO GIN-TÓNICO na página literária do "Diário de Notícias"? Pois foi: Só tenho coisas que me ralem; só me faltava o Gaspar Simões a dizer bem de mim. Ele há cada coisa!»
segunda-feira, outubro 20, 2008
O Mundo inquietante de um anarco-surrealista

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Le Capitaine Jonathan,
Étant âgé de dix-huit ans
Capture un jour un pélican
Dans une île d'Extrême-orient.
Le pélican de Jonathan
Au matin, pond un œuf tout blanc
Et il en sort un pélican
Lui ressemblant étonnamment.
Et ce deuxième pélican
Pond, à son tour, un œuf tout blanc
D'où sort, inévitablement
Un autre, qui en fait autant.
Cela peut durer pendant très longtemps
Si l'on ne fait pas d'omelette avant.
terça-feira, outubro 14, 2008
Um raio de luz na cornija da lareira
Pois!Há dias em que é melhor nem falar.
Corre tudo mal.
A bem dizer, correr, o que se chama correr, nem corre. Empastela-se. Espalha-se ao comprido e, depois, arrasta-se cheia de mazelas, a coxear.
E há outros em que só as visitas nos salvam.
Como esta que sabe Deus onde mora, mas veio até cá, passou a tarde na cornija da lareira e depois foi-se embora.
Pode ser que um dia volte.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Coisas que é melhor não dizer

E até, quando ele classificou não sei-o-quê como um filme «de culto», eu deixei passar.
Mas, quando disse, pela segunda vez, que fulano era «um ícone da nossa cultura», eu, pura e simplesmente, não aguentei: liguei o sinal de alerta disfarçado no braço da cadeira D. José.
O Tião Medonho surdiu de trás do reposteiro com a Remington 24E long e pás!
Três tão exactas como de costume: a primeira, uma mão travessa abaixo da clavícula direita; outra centrada, a perfurar o esterno. E a última, à esquerda do umbigo, numa tripa qualquer.
A Voilá zangou-se por causa do copo de vinho entornado na toalha de renda.
Mas há coisas, realmente, que já não se podem ouvir.
Telefonei ao Mário-Henrique a agradecer.
Os amigos são uma coisa preciosa, é o que diz sempre a Avó.

terça-feira, outubro 07, 2008
A Metafísica é uma arma ...
segunda-feira, outubro 06, 2008
sexta-feira, outubro 03, 2008
Lido por aí
quinta-feira, outubro 02, 2008
Marketing agressivo ou falta de chá?

sexta-feira, setembro 26, 2008
quarta-feira, setembro 24, 2008
«Injecções extraordinárias de liquidez»

Se ainda não perceberam o que aconteceu àquele pastel todo que eles, segundo fontes bem informadas, andaram a ganhar nas bolsas, o Portugal, Caramba! pode adiantar que a culpa se afigura como sendo do colisionador de hadrões que recentemente foi inaugurado na Suiça.
Estamos recordados de que, de acordo com os cientistas do CERN, o destapar de um buraco negro era uma possibilidade negligenciável. Não terá sido assim.
Segundo alguns financeiros, a entrada em funcionamento do gigantesco acelerador abriu uma singularidade no mercado de capitais, a qual se terá alegadamente constituido num autêntico sorvedouro de liquidez.
Tanto a Reserva Federal como o Banco Central Europeu estariam a estudar a constituição de uma comissão conjunta de inquérito para determinar o fundamento destas alegações e levar diante da justiça os eventuais culpados.
«Os cientistas que paguem a crise», declarou uma fonte próxima da do Colégio de Reguladores da Euronext que pediu o anonimato.
Fontes contactadas pelo Portugal, Caramba!, no entanto, consideraram que estas acusações podem ter resultado apenas da confusão entre o "acelerador de hadrões" que pertence, de facto, ao CERN, e os vários "aceleradores de ladrões" que se têm vindo a constituir à sombra dos grandes bancos de investimento.
sábado, setembro 20, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
quinta-feira, setembro 11, 2008
Francisco Moita Flores

terça-feira, setembro 09, 2008
Nova ética

terça-feira, setembro 02, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
Porque é que não aprendes?
quinta-feira, agosto 28, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
Mails de férias
(Resposta a um convite para ir almoçar a Lisboa e percorrer depois, em passo descansado e facunda conversa, a Feira das Velharias de Belém)Amanhã é que a minha ida (com o perdão pela palavra má:) é bué da provável. Eu explico. Hoje de manhã apanhei um susto terrível.
O caso não foi para menos.
Os meus cães que dormem nos tapetes do meu quarto, um de cada lado da cama, devem ter ouvido ruídos de automóveis, vozes, gente a passar. Como sabes, moro num sítio isolado e esses gentis animais nossos amigos consideram que que se passa a menos de um quilómetro do portão é uma clara invasão do seu território. E vá de fazer um escândalo tal que me acordou espavorido.
Na altura, nem me lembrei do poema:
Mas, enfim, tudo isto para dizer que, completamente estremunhado, talvez mesmo em estado agudo de sonambulismo, lá fui tropeçando abrir a porta do quintal. Os cães saíram em grande grita e atropelo, espero que tenham dado alarme às três rolas que sobraram do ano passado e que elas tenham dito umas para as outras:
«Fosga-se! Porque é que estes gajos não se agarram uns aos outros em vez de nos virem fornicar a nós?»
E foi quando, sem querer, encarei com a minha própria imagem, a olhar-me do lado de lá do espelho, olhar vítreo, as pálpebras a meia haste como se estivessem a cumprir um luto nacional qualquer.
Em alturas destas não admira que nos ocorram as mais pitecantrópicas reflexões.
Para além das metafísicas, do tipo «então isto é que é a imagem e semelhança de Nosso Senhor?» e «é pá, além de velho, estás ficar feio como o caraças», surgiram outros pensamentos mais comezinhos (mas igualmente vãos) do tipo «amanhã vais a Lisboa e cortas essa trunfa toda a ver se ficas com melhor cara, òvistes?»
E pronto: as mais graves e solenes decisões da história da humanidade – por exemplo, quando o Hitler disse a si mesmo, «pá, bora invadir a Polónia!» – são tomadas com a mesma ponderação com que eu declarei: «Amanhã vais a Lisboa, cortas o cabelo e almoças com o Sérgio! Tá decidido!»
Receio que, ao receberes este mail, estranhes a linguagem em que vai escrito, desbragada e tão contra os meus cavalheirescos costumes. Mas tem uma explicação que talvez ajude a desculpá-la. É que todos estes graves acontecimentos ocorreram às seis da manhã. Imaginas? Quase de véspera!
Um abraço.
Tacci
quarta-feira, agosto 20, 2008
sábado, agosto 16, 2008
Alô, experiência, 1, 2, 3: Rita Braga
Nós, aqui no Portugal, Caramba! até diríamos que não, embora, claro, admitamos que possa vir a ser.
O que nos interessa, francamente, é a personalidade: tem um percurso que vale a pena espreitar e tem um sorriso bonito. Não nos parece que seja sócia do vastíssimo clube dos Luso-depressivos. Diverte-se enquanto canta. E sorri.
Aleluia.
quarta-feira, agosto 13, 2008
segunda-feira, agosto 11, 2008
sexta-feira, agosto 08, 2008
segunda-feira, agosto 04, 2008
sábado, agosto 02, 2008
Million dollar baby
A pancadaria de Colmenarejo mostra que há uma agressividade feminina tão violenta e cruel como a masculina?
sábado, julho 19, 2008
Guerrilheiro Sentimental

Digamos desde já: este post vem a propósito da publicação de um livro, Guerrilheiro Sentimental, de Eurico Figueiredo.
quinta-feira, julho 17, 2008
Nunca o invejoso medrou
Faz-se noite de aquecer
segunda-feira, julho 14, 2008
... do que cabeça de Sardina pilchardus Clupeidae.
2. Já não há exploradores e explorados? sexta-feira, julho 11, 2008
Mais vale cauda de merluccius...
c) Do que queremos falar, verdadeiramente, é daquilo que muita gente se pergunta neste momento: dantes tínhamos um país reprimido, atrasado e em guerra. Agora somos, supostamente ao menos, uma democracia. E, olhando em redor, perguntamo-nos: como é que chegámos aqui?É claro que este "aqui", se desdobra: há um «aqui» mero estado de espírito, feito de descrença e desilusão. Acreditávamos, estávamos, como dizem os nossos irmãos, "muy ilusionados". Ou seja: tínhamos espectativas e julgávamos que eram realizáveis. Falamos por nós, e damos como testemunhas os programas dos partidos políticos de então, a constituição que deles resultou.
Queríamos superar o nosso analfabetismo, a nossa incultura. Queríamos acabar com a miséria. Queríamos que nenhum português mais se visse forçado a procurar "lá fora" as coisas que "cá dentro" não alcançava e a que queria ter direito. Coisas tão simples como uma casa que não fosse só um telheiro, de chão em terra batida; que tivesse tecto e uma casa de banho, electricidade, água canalizada, esgotos... Coisas tão simples como dinheiro para chamar o médico e aviar a receita na farmácia... Escolas para onde mandar os putos, a ver se tinham uma vida melhor do que a nossa.
Queríamos aquelas coisas que começávamos a ver na televisão: um carro e um fato, sofás para ver o futebol com os amigos enquanto bebíamos umas cervejas.

































