
segunda-feira, junho 01, 2009
Quando os Vascos eram Gonçalves

quinta-feira, maio 28, 2009
Ironia

Adivinha

terça-feira, maio 26, 2009
Vêm em bando com pés de veludo...
Sempre andaram por aí, desde o Senhor D. João III, creio, ou mesmo antes. Tiveram muitos nomes: sob o principado de El-Rei Junot, por exemplo, chamaram-se «moscas». Mas foram sempre iguais a si mesmos: invejosos, mesquinhos, de vistas curtas. domingo, maio 24, 2009
Rèves de um João Bénard solitaire

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O que, para lá das muitas reservas, me fazia ler-lhe os textos - ultimamente no Público - sempre que me vinham parar à mão, não o sei precisar.
sexta-feira, maio 22, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
Lusopitecus Quèobrensis Astutus
Com a devida vénia à Hainnish que colaborou activamente na descoberta destas e de muitas outras espécies de quèobrensis.domingo, maio 17, 2009
Nós Górdios

Como muitas e desvairadas gentes quando passam pelo stand, a senhora pegou num e noutro dos jogos, pediu explicações, agarrou num quebra-cabeças (Pythagoras de seu nome) e foi desafiada pelo artesão a resolvê-lo.
Tratava-se de soltar um anel enfiado num cordão e que, de um lado está preso por uma complicada estrutura de madeira; do outro, o cordão passa pelo interior de uma bola de madeira também, cujo diâmetro maior impede a passagem do anel. Um nó simples prende a bola.
Trata-se, portanto, de retirar o anel sem, condição absoluta, o desatar.
Quando o Alexandre Magno se deparou com o célebre nó Górdio, a sua atitude não deve ter sido muito diferente do daquela cliente. Deve ter mirado e remirado de todos os lados, coçado a cabeça e tomado a sua decisão. Alçou a espada e, zás.
A cliente não foi tão expedita, ou porque lhe tivesse faltado a tesoura ou porque não quis estragar o jogo. Mas aferrou-se a ele com uma decisão firme, dedos fortes a empurrar a argola contra a esfera, «não hás-de ser mais teimosa do que eu», e crac: a argola cedeu na soldadura, e, um tanto amolgada, soltou-se do cordão.
A senhora abriu um largo sorriso e apresentou ao feirante o enigma resolvido.
Não há nada a dizer, pois não?
Quando um jogo, como o futebol, por exemplo, é encarado a sério e é assumido como de vida ou de morte, fazer faltas, mesmo as mais violentas, considera-se, enfim... aceitável.
Como censurar, então a senhora, pela dedicação ao prob O nome lema e pela solução encontrada?
E ficamos com um problema:
Se aceitamos, com Gregory Bateson, nos Metadiálogos, que, quando não nos sentimos tentados a fazer batota, a contornar as regras, então é porque não estamos a encarar o jogo a sério, a conclusão é a de que a democracia nunca pode passar de uma brincadeira, um jogo que se joga quando as coisas não são importantes.
Claro que as mulheres, desde sempre nos deram exemplos de que nem tudo pode ser submetido a consensos e, muito menos, a votações. A vida dos filhos, por exemplo.
Mas, para que isto não seja um simples argumento a favor da força, onde está a falácia?
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1) O seu nome e a profissão, bem como outras referências pessoais, foram retiradas deste texto a pedido do interessado.
sexta-feira, maio 15, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
domingo, maio 10, 2009
Guarda isso para Agosto!
4.
6.
sexta-feira, maio 08, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XVII)
Aka achou engraçado estarem a ser expulsas por uma tautologia:

quinta-feira, maio 07, 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XVI)

"The Virgin started from her seat, & with a shriek"
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- Como te chamas, jóia?, perguntou a Cartomante.
- Não sei, respondeu Aka. Tenho mais de mil nomes.
- Como Nosso Senhor, hem? Não és modesta. E como te chamava a tua mãe, além de minha bonequinha fofa?
- A Mãe foi morta quando eu tinha cinco meses, dizem. Mas a minha primeira ama, a que me deu de mamar, chamava-me Diniza.
- A tua Mãe foi morta? E por quem, minha preciosa?
Aka abanou a cabeça.
- Não lhe posso dizer.
- A mim podes dizer tudo, pequena. Mas não queres, não é assim? Bom! Diniza? Diniza, num dialecto muito antigo que aprendi num sonho, queria dizer «filho de Deus".
- No meu também. Mas «din» ou «djin» junto com «iza», que quer dizer pequenino, é o que se usa para os enjeitados, sabes? Cria de Deus, filhote. Alguém que foi deixado à porta do Pai mais velho.
- Hum-hum? E depois?
- Depois o Pai mais velho decide se a criança merece viver e dá-a a criar a uma ama, a uma mulher que esteja a amamentar. Ou decide que não... A mim podem ter decidido que eu vivesse.
- Que história triste, pequena. Tens a certeza do que contas?
- Não, sabe, «dinisa» também se usa para uma rapariguinha endiabrada, um diabinho em forma de gente. A diferença é que os letrados ocidentais escrevem com «s». Nós usamos a escrita antiga, que não é só fonética.
- E tu, eras um desses diabinhos?
- Ainda sou.
- Seja Diniza, então! Com «z» ou com «s», tanto faz.
Soletrou e foi espalhando cartas em polígono à medida que recitava as letras.
- Ui! Que violência, minha querida. Vês? Esta carta é o teu pai.
Colocou em rápida sucessão mais seis cartas ao lado das anteriores.
- Sim, vejo-te com uma coroa de rainha, diamantes, safiras... e uma espada sobre a tua cabeça. Pés descalços, sobre as silvas. Quem és tu, Diniza? Com esse rosto tapado deves ser muçulmana... Não, espera... és de uma seita que te condenou... que interessante, Deniza: estás condenada à morte! Não acredito que tenhas poderes suficientes para fazer mentir as cartas. Só o Demónio o consegue.
- Eu sou um diabinho, lembra-se?
- Mostra-me as tuas mãos! Consegue-se fazer mentir todo o corpo. Hás-de aprender isso um dia, talvez quando casares, se viveres até lá. Mas, não te esqueças! As linhas das mãos, nunca mentem porque a mentira fica gravada para sempre.
Aka estendeu ambas as mãos, com as palmas viradas para cima e fechou os olhos:
- Why cannot the Ear be closed to its own destruction? - perguntou ela. - Não se preocupe: foi qualquer coisa que aprendi nas aulas de Inglês. Um preto qualquer, como eu.
- Modesta, como sempre, hem? Eu também estudei inglês, rapariga. O William Black só era preto de nome. E tu nem issso. E agora cala-te. Quero ver o que dizem estas linhas.










