
sábado, agosto 01, 2009
Eleições a vir

quarta-feira, julho 29, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XX)

O pássaro chamou-a de entre os ramos:
- Tu, ó miúda!
Aka parou.
- Quem te ensinou a arte da camuflagem não era lá grande espingarda, pois não?
- Não, creio que não.
O pássaro afastou-se para lhe arranjar lugar.
- Nós, as mulheres - disse ela depois - se calhar, temos de aprender tudo sozinhas.
- Com essas roupas, ainda chamas mais a atenção.
- Mas eu não me queria esconder, sabes?
- Eras logo caçada.
- São eles quem me esconde nestas roupas.
- Pobre miúda!
- Tu não és um tordo?
- É um modo de falar. Não faço a mínima ideia.
- A mim disseram-me que nunca devia esquecer que sou.
- E tu não te esquceste. És tu.
- Sou. Eu sei que sou. Mas às vezes, não me lembro a tempo.
- Olha, fica com este jornal.
domingo, julho 19, 2009
Sem título
quarta-feira, julho 15, 2009
quinta-feira, julho 09, 2009
Mudar de ideias e atirar com a porta

terça-feira, julho 07, 2009
Crime no Polo Sul
- Acredite, Inspector: vejo em si o mais perfeito exemplar de funcionário que jamais me foi dado conhecer em vinte anos de auditorias. Os meus parabéns.- Obrigado, Senhor Professor. Nós lá no Serviço Central acreditamos na perfeição.
- Pode continuar as escavações, se tem ordens para isso. Afinal, o Pólo Sul pode ser muito grande, se considerarmos que um pólo não é necessariamente um simples ponto.
- Pois não, Senhor Professor.
- A questão é só o raio.
- O raio? - rindo: - Não, não, aqui não há trovoadas.
- Se considerar um raio de aproximadamente vinte mil quilómetros em torno deste ponto, então, tecnicamente, os seus superiores têm razão.
- Sim, Senhor Professor. Os Superiores têm sempre razão. E para nós até dá jeito.
- Todos os crimes, por definição, ocorrem no Polo Sul.
- Vê, Senhor Professor? É o que nós lhe dissemos. Estamos no centro de toda a criminalidade e ainda ganhamos subsídio de deslocação.
- Portanto, se ocorrer um crime em Lisboa...
- É um mero fenómeno periférico, Senhor Professor. Como realça o Senhor Ministro, são coisas de marginais.
- Perfeito. Mas prefiria procurar o Yeti mais para cima, Inspector.
- À vontade, Senhor Professor. Mas olhe que lá tem-se muita luz. Aqui investiga-se melhor durante os seis meses de noite. Depois troca-se a polaridade e vamos investigar para o Pólo Norte. Está a ver, seis meses aqui, seis meses lá, subsídio para cima, subsídio para baixo... É a alternância democrática, ou coisa assim. E quando estamos lá, o Governo pode dizer que não há crimes por resolver. Tecnicamente falando, claro, como o Senhor Professor disse e muito bem.
sexta-feira, julho 03, 2009
terça-feira, junho 30, 2009
Que fizemos do luar de estio?

Degraus de Silêncio

- Qual é o Mar Português?
(o das lágrimas de sal...)
Esse mar nunca existiu
Ignora a cor das nações
Tratados que nunca viu
O mapa das intenções
Do homem que as coloriu
O mar não é português
Quando quer afunda os sonhos
Quebra a vaga de ilusões
Derruba barcos tristonhos
Sem olhar a distinções
No homem que as perseguiu...
Existe no mar um azul sem alma
E na mudança das suas feições
Nem páginas de resgatar a calma
Nem vogais de atestar circunscrições...
E fundo - no seu mistério
Sempre calando assistiu
À rota das ambições
Sem as lágrimas de sal
Nascendo das convicções
Do Homem só que Partiu...
segunda-feira, junho 22, 2009
sexta-feira, junho 19, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XIX)

sábado, junho 13, 2009
Sem título
quarta-feira, junho 10, 2009
Wiseguying
João Miguel Tavares, "Cuidado com os nomes que chamam aos vossos filhos", Notícias Magazine de 7 de Junho, pag. 82
Não quero que ninguém venha ao engano: este post é acima de tudo sobre um senhor, João Miguel Tavares de seu nome, jornalista freelancer dizem, que assina a página "Vida familiar" no Notícias Magazine de 7 de Junho último.
segunda-feira, junho 08, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XVIII)

Os olhos, castanhos ou verdes, conforme a luz, inquisidores, captavam tudo e todos.
segunda-feira, junho 01, 2009
Quando os Vascos eram Gonçalves

quinta-feira, maio 28, 2009
Ironia

Adivinha

terça-feira, maio 26, 2009
Vêm em bando com pés de veludo...
Sempre andaram por aí, desde o Senhor D. João III, creio, ou mesmo antes. Tiveram muitos nomes: sob o principado de El-Rei Junot, por exemplo, chamaram-se «moscas». Mas foram sempre iguais a si mesmos: invejosos, mesquinhos, de vistas curtas. domingo, maio 24, 2009
Rèves de um João Bénard solitaire

-
O que, para lá das muitas reservas, me fazia ler-lhe os textos - ultimamente no Público - sempre que me vinham parar à mão, não o sei precisar.
sexta-feira, maio 22, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
Lusopitecus Quèobrensis Astutus
Com a devida vénia à Hainnish que colaborou activamente na descoberta destas e de muitas outras espécies de quèobrensis.domingo, maio 17, 2009
Nós Górdios

Como muitas e desvairadas gentes quando passam pelo stand, a senhora pegou num e noutro dos jogos, pediu explicações, agarrou num quebra-cabeças (Pythagoras de seu nome) e foi desafiada pelo artesão a resolvê-lo.
Tratava-se de soltar um anel enfiado num cordão e que, de um lado está preso por uma complicada estrutura de madeira; do outro, o cordão passa pelo interior de uma bola de madeira também, cujo diâmetro maior impede a passagem do anel. Um nó simples prende a bola.
Trata-se, portanto, de retirar o anel sem, condição absoluta, o desatar.
Quando o Alexandre Magno se deparou com o célebre nó Górdio, a sua atitude não deve ter sido muito diferente do daquela cliente. Deve ter mirado e remirado de todos os lados, coçado a cabeça e tomado a sua decisão. Alçou a espada e, zás.
A cliente não foi tão expedita, ou porque lhe tivesse faltado a tesoura ou porque não quis estragar o jogo. Mas aferrou-se a ele com uma decisão firme, dedos fortes a empurrar a argola contra a esfera, «não hás-de ser mais teimosa do que eu», e crac: a argola cedeu na soldadura, e, um tanto amolgada, soltou-se do cordão.
A senhora abriu um largo sorriso e apresentou ao feirante o enigma resolvido.
Não há nada a dizer, pois não?
Quando um jogo, como o futebol, por exemplo, é encarado a sério e é assumido como de vida ou de morte, fazer faltas, mesmo as mais violentas, considera-se, enfim... aceitável.
Como censurar, então a senhora, pela dedicação ao prob O nome lema e pela solução encontrada?
E ficamos com um problema:
Se aceitamos, com Gregory Bateson, nos Metadiálogos, que, quando não nos sentimos tentados a fazer batota, a contornar as regras, então é porque não estamos a encarar o jogo a sério, a conclusão é a de que a democracia nunca pode passar de uma brincadeira, um jogo que se joga quando as coisas não são importantes.
Claro que as mulheres, desde sempre nos deram exemplos de que nem tudo pode ser submetido a consensos e, muito menos, a votações. A vida dos filhos, por exemplo.
Mas, para que isto não seja um simples argumento a favor da força, onde está a falácia?
-
1) O seu nome e a profissão, bem como outras referências pessoais, foram retiradas deste texto a pedido do interessado.
sexta-feira, maio 15, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
domingo, maio 10, 2009
Guarda isso para Agosto!
4.
6.
sexta-feira, maio 08, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XVII)
Aka achou engraçado estarem a ser expulsas por uma tautologia:

quinta-feira, maio 07, 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XVI)

"The Virgin started from her seat, & with a shriek"
-
- Como te chamas, jóia?, perguntou a Cartomante.
- Não sei, respondeu Aka. Tenho mais de mil nomes.
- Como Nosso Senhor, hem? Não és modesta. E como te chamava a tua mãe, além de minha bonequinha fofa?
- A Mãe foi morta quando eu tinha cinco meses, dizem. Mas a minha primeira ama, a que me deu de mamar, chamava-me Diniza.
- A tua Mãe foi morta? E por quem, minha preciosa?
Aka abanou a cabeça.
- Não lhe posso dizer.
- A mim podes dizer tudo, pequena. Mas não queres, não é assim? Bom! Diniza? Diniza, num dialecto muito antigo que aprendi num sonho, queria dizer «filho de Deus".
- No meu também. Mas «din» ou «djin» junto com «iza», que quer dizer pequenino, é o que se usa para os enjeitados, sabes? Cria de Deus, filhote. Alguém que foi deixado à porta do Pai mais velho.
- Hum-hum? E depois?
- Depois o Pai mais velho decide se a criança merece viver e dá-a a criar a uma ama, a uma mulher que esteja a amamentar. Ou decide que não... A mim podem ter decidido que eu vivesse.
- Que história triste, pequena. Tens a certeza do que contas?
- Não, sabe, «dinisa» também se usa para uma rapariguinha endiabrada, um diabinho em forma de gente. A diferença é que os letrados ocidentais escrevem com «s». Nós usamos a escrita antiga, que não é só fonética.
- E tu, eras um desses diabinhos?
- Ainda sou.
- Seja Diniza, então! Com «z» ou com «s», tanto faz.
Soletrou e foi espalhando cartas em polígono à medida que recitava as letras.
- Ui! Que violência, minha querida. Vês? Esta carta é o teu pai.
Colocou em rápida sucessão mais seis cartas ao lado das anteriores.
- Sim, vejo-te com uma coroa de rainha, diamantes, safiras... e uma espada sobre a tua cabeça. Pés descalços, sobre as silvas. Quem és tu, Diniza? Com esse rosto tapado deves ser muçulmana... Não, espera... és de uma seita que te condenou... que interessante, Deniza: estás condenada à morte! Não acredito que tenhas poderes suficientes para fazer mentir as cartas. Só o Demónio o consegue.
- Eu sou um diabinho, lembra-se?
- Mostra-me as tuas mãos! Consegue-se fazer mentir todo o corpo. Hás-de aprender isso um dia, talvez quando casares, se viveres até lá. Mas, não te esqueças! As linhas das mãos, nunca mentem porque a mentira fica gravada para sempre.
Aka estendeu ambas as mãos, com as palmas viradas para cima e fechou os olhos:
- Why cannot the Ear be closed to its own destruction? - perguntou ela. - Não se preocupe: foi qualquer coisa que aprendi nas aulas de Inglês. Um preto qualquer, como eu.
- Modesta, como sempre, hem? Eu também estudei inglês, rapariga. O William Black só era preto de nome. E tu nem issso. E agora cala-te. Quero ver o que dizem estas linhas.
terça-feira, abril 21, 2009
domingo, abril 19, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XV)

- Vraiment superbe! - murmurou contemplativo
sábado, abril 11, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
Ai futebol, futebol... [2]

Todos nós, os que somos já suficientemente antepassados, jogámos à bola na rua, à revelia das leis de então: ia-se comprar a «chincha», havia sempre uma vizinha ajudante de costura que as vendia por cinco tostões - o preço aproximado de um papo-seco na padaria. Era uma bolinha feita de restos de pano compactados no interior de uma meia velha e cosido à volta, uns oito centímetros de diâmetro irregular. Frequentemente não rolava muito bem, sobretudo quando começava a romper -se.
Ao grito «olhó'chui!» desalvorávamos todos a correr. No liceu era a mesma coisa. Vinha o contínuo - «olhó Guerra!» e lá saltávamos o muro, fingíamos estar a jogar ao bilas, fazíamos o ar de «quem, eu? eu estava só a ver...»
Às vezes lá ia um pela orelha, a chincha apreendida; eram os azares da vida, a miudagem da rua aprendia depressa a viver com isso.
Quem não sabe identificar o inimigo, morre depressa. Ou então, torna-se inimigo por sua vez, quando crescer, o que é mil vezes pior.
Com o andar dos tempos, as coisas mudaram um tanto.
As ruas foram definitivamente ocupadas pelos automóveis, os putos já lá não cabem. As pessoas, como se fossem macacos em perigo de extinção, são remetidas para zonas protecção especial: um ou outro parque, umas coisas chamadas circuitos pedonais.
A miudagem já não dá cabo das botas a chutar na chincha. Usam ténis e têm belas bolas de plásticos vários que noutros tempos nos teriam feito arregalar os olhos de admiração.
E, pasme-se!
Até lhes arranjam campos de jogos lá na escola - embora, regra geral, os cubram de betão, que é para as quedas doerem à séria.
E é assim que todo o machinho, por esse mundo afora, tem pelo menos um mínimo de experiência do que é correr atrás da bola.
Acrescente-se a isso umas gordas de jornais ditos desportivos, um par de debates na televisão e aí está um entendido: treinador de bancada, árbitro competentíssimo, dirigente de café. Pode botar faladura, a sua opinião vale tanto como qualquer outra e o que disser, não importa realmente.
Se fosse físico, astrónomo ou médico, a conversar com outros físicos, astrónomos e médicos, usaria igualmente, é evidente, uma linguagem apropriada que supõe o conhecimento prévio dos conceitos. São linguagens prestigiantes, muitas vezes, guardadas ciosamente das intrusões dos leigos. Mas claro, se não querem ficar isolados toda a vida do resto do mundo, também eles terão de ter como que um jargão comunicacional.
É quanto basta.
quinta-feira, abril 09, 2009
Umas florinhas
terça-feira, abril 07, 2009
Ai futebol, futebol... [1]

Para terem uma ideia: As carraças e as pulgas dos cães combatem-se com umas coleiras próprias. Palavra: se houvesse uma coleira anti-futebol, eu usava-a com o mesmo orgulho belicoso com que os adeptos do futebol clube do Porto ou do sporting clube de Portugal enrolam ao pescoço um cachecol azul ou verde, conforme, e vão em grande grita para os estádios.
A nossa vila não era diferente, era só maior.
Tinha bairros, famílias e tinha castas.
Havia Grémios, Assembleias, Tunas e Clubes variados, os de uns, normalmente, claro, não frequentavam os outros.
Quando havia cinema, lá se misturavam todos, no mesmo edifício, mas em zonas distintas. Uns iam para o primeiro balcão, ou, se iam em família, para um camarote ou, vá lá, para uma frisa. Havia ainda, como alternativa, o segundo balcão.
A plateia era a zona da plebe.
Nem a Igreja escapava a estas distinções: ao domingo havia uma missa que era a da gente fina. Os senhores tinham cadeira e genuflexório próprios numa nave lateral e à saída dominavam o adro com os seus grupos, a beleza das senhoras, a riqueza dos trajares. Os outros formavam grupinhos mais pequenos, mais encostados às paredes, circulavam pela periferia.
O fuebol, aparentemente, era a excepção não porque não houvesse também separações. Havia. No nosso campo da bola, chão de saibro vermelho e riscas brancas, só havia uma bancada que corria todo o lado poente do campo. Nela tinham direito a sentar-se, em cadeiras, os sócios com lugar reservado. No cimento sentavam-se os outros. E claro, nas cabeceiras ou no lado oriental, de caras para o sol e a mão direita em pala para não perder pitada, era o peão.
Alternando com o vendedor de «bolachámaricana, idicanela!», o cauteleiro percorria as nossas ruas, a gritar «é prá'mañhã!, olhó cinquenta e oito!» ou «anda hoje, anda hoje!». Semana sim, semana não, quando chegava o sábado mudava de estribilho:
«Peão prá bola, peão prá bola. Olh'é o peão prá bola!» O clube da nossa terra, nessa semana, jogava em casa.
No domingo, pois, com o comércio fechado, era o ritual do levantar mais tarde, do banho semanal, depois a missa e, a seguir, era o cozido à portuguesa ou o bacalhau com todos. Regaladamente repletos, os senhores levantavam-se da mesa um tanto pesadotes e abalavam para o café a juntar-se em pequenos grupos, a dar palpites sobre o jogo. E em grupo lá se iam encaminhando para o campo. Parar em cada esquina para mais uma sentença, mais um argumento, era parte do prazer.
Parecia a mais pacífica das gentes.Uma hora depois era vê-los.
Perdida a compostura, os casacos caídos algures, a camisa desprendia-se dos cintos e as gravatas pendiam amaxucadas. O honesto e generoso pai de família, de rosto púrpura atirava perdigotos para todo o lado enquanto berrava a sua exaltação:
- Partam-me um braço a esse filho da puta, cabrão!
No outro lado, no peão, empoleirado sabe Deus onde, um homem de fato de macaco puído e manchas de óleo que as lavagens não conseguiam apagar, berrava exactamente o mesmo.
Era desta massa que se faziam depois os patriotas e nela as uniões nacionais recrutaram desde sempre os seus apoiantes mais fiéis.
Não acreditam?
Mal o vosso.
domingo, abril 05, 2009
O Portugal, Caramba! também gostava de ter um emprego e de acumular umas reformazinhas...
segunda-feira, março 30, 2009
E que temos nós com isso?
O facto em si, tal como o relatava o El País de ontem, não tem grande interesse: Estefania, que nasceu rapariga, transformou o seu corpo de acordo com o género a que desejava pertencer e tornou-se no Rubén. domingo, março 22, 2009
Subsídios para o Livro de Aka (XIV)
O Nó cego, o Nó górdio e as cortinas piedosas
4ª. Ed., Casa das Letras, 2008
Nó cego é um romance perturbador.
Infelizmente, poucos anos depois de composta esta canção, a II Guerra mundial, como ficou a ser conhecida, havia de provar à saciedade que os pacifistas sabiam do que falavam. A Guerra de Espanha, ali mesmo ao lado, com os seus viva la muerte, era um bem triste exemplo.
A guerra é o mal absoluto.
Mas há sempre alguém, um militar armado em político, um político que se julga militar, pessoalmente muito boa pessoa até, que finge ignorá-lo. Chorará a necessidade imperiosa, o dever de consciência de a desencadear. E os demónios da guerra serão soltos. Seguir-se-á o habitual cortejo das destruições, da violência gratuita, dos danos colaterais.






















