domingo, janeiro 23, 2011
sábado, janeiro 22, 2011
Período de reflexão
Aqui sopra um ventinho de se ir para a América só com a vela do estai de proa.
Para quem já tem que chegue dos nossos Dantas, é o ideal.
Já viram? Mar a fora, passar ali a Madeira e Alberto João o mais de largo que as correntes deixarem e só parar na Patagónia?
Que está frio, o mar tempestuoso e isso, dizem-me.
Queria eu lá saber.
Tivesse eu nem que fosse um Vaurienzito... mesmo o mar picado não mareia tanto como a televisão, a ver candidatos e comentadores, alguns dos quais, benza-te Deus.
Assim, olha!
Vou gastando o mais utilmente que posso o período de reflexão.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Capitão Victor Alves
Mas talvez tenha sido o melhor Ministro da Educação que tivemos, da reforma da universidade pelo Senhor D. Sebastião José, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, até aos nossos dias.
terça-feira, janeiro 11, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Blog parado

Um blog é como uma barcaça.
Também ele mete água, o calafate por mais que se esforce.
Quando os ventos são do contra, barca e blog andam para trás.
Encalham na vasa quando as águas andam turvas.
Parados, não fazem viagem: descaídos sobre o bordo, ficam a olhar os outros que passam.
É assim.
Às vezes, até vir a mulher da fava rica.
sexta-feira, dezembro 31, 2010
domingo, dezembro 26, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Subsídios para o Livro de Aka (final)
Aka abrira o tampo do clavicórdio,
brincara com as teclas num arremedo da Dansa Russa e,
com um alicate, entreteve-se por momentos a cortar-lhe as cordas.
Depois tinha-se ajoelhado no tapete,
junto à mesa que fazia de palco à Petite danseuse de catorze ans.
O olhar,
como se fosse ainda menina,
razava a nogueira polida do tampo,
e o dedo estendido contra a base da estatueta
empurrava devagarinho,
como se a pudesse fazer dançar.
A Petite danseuse erguia os olhos para lá,
junto à mesa que fazia de palco à Petite danseuse de catorze ans.
O olhar,
como se fosse ainda menina,
razava a nogueira polida do tampo,
e o dedo estendido contra a base da estatueta
empurrava devagarinho,
como se a pudesse fazer dançar.
A Petite danseuse erguia os olhos para lá,
para onde havia um lustre.
«Não estás num verdadeiro palco com uma ribalta», disse Aka.
«Nem aquilo ali em cima é a verdadeira luz.
«Não estás num verdadeiro palco com uma ribalta», disse Aka.
«Nem aquilo ali em cima é a verdadeira luz.
É só um vidro, cristal de Veneza dizem,
pingentes que cintilam, falsos brilhantes, cintilações...
Banalidades. Palavras. Deus, se tivesse bom gosto nunca as usaria.
Mas Ele só fala a linguagem dos dins cantores, a linguagem da glória.»
pingentes que cintilam, falsos brilhantes, cintilações...
Banalidades. Palavras. Deus, se tivesse bom gosto nunca as usaria.
Mas Ele só fala a linguagem dos dins cantores, a linguagem da glória.»
Uma volta mais leve deixou a Petite Danseuse à beira do seu tablado.
«Antes de cairmos, dei-te um dos meus nomes,
o que eu mais gosto por me lembrar o Petruska do bailado.
Perdoa-me, Petra, amanhã faço quinze anos.
Leva o meu nome e a minha alma contigo para que ninguém mais nos use.»
Do tapete, deitada de lado, com as pernas partidas,
a Petite Danseuse olhava-a enfim, de olhos nos olhos.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Million dollar baby
Million dollar babyDepois de se dar a vida a provar,
nada a fazer.
O inesperado caminho da morte de que todos falam,
esse descampado percurso ao geográfico sol
que nos impede de ver os felizes contornos da vida,
chega sempre cedo demais.
Obstinados sem-abrigo,
treinamos a sobrevivência, agarrando com os violentos punhos do amor,
o vago fio que nos atrasa o fim.
Protegemo-nos da prolongada e da diurna luz
no aconchego clandestino do ginásio, que nos prepara o corpo da solidão.
Não há morte feliz ao ponto de como só a vida o poderia ser.
Depois de provado o amor,
nada a fazer.
Manuel Sanches
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Insurreição
Ou, por outras palavras:
-
Que viva la Venezuela,
Ai!
Que vivan los militares!
Que vivan los estudiantes - iô-hô
y las massas populares!
-
Ou por outras ainda:
Ou por outras ainda:
-
segunda-feira, dezembro 06, 2010
quarta-feira, dezembro 01, 2010
segunda-feira, novembro 29, 2010
sábado, novembro 27, 2010
quinta-feira, novembro 25, 2010
Greve geral
quinta-feira, novembro 18, 2010
segunda-feira, novembro 15, 2010
Sem legenda
Cidadão anónimo surpreendido no acto de denunciar um caso grave de corrupção.-
Nós aqui no Portugal, caramba! sendo uns mentirosos natos, garantimos o nosso profundo respeito e adoração pelo Estado.
Às vezes, porém, há coisas verdadeiramente intrigantes.
É claro que um portal aberto pelos poderes instituídos (o DCIAP, caramba!) para combater a corrupção pode parecer assim, a modos que, uma contradição nos termos e até, se fosse nos Estados Unidos, era capaz de ser proibido por uma emenda qualquer.
Mas admite-se, metade por masoquismo, quem sabe, metade por uma inofensiva manobrinha de propaganda. Por outro lado, fazer-se apelo à denúncia dos cidadãos uns pelos outros não é propriamente uma novidade aqui no burgo: par'aí desde a Contra-reforma, julgamos nós, já houve familiares do Santo Ofício, moscas, informadores da Pide, sabe-se lá mais quem. Sirva de exemplo o caso de um professor que contou uma anedota lá pela delegação do Norte do Ministério da educação que temos.
Mas admite-se, metade por masoquismo, quem sabe, metade por uma inofensiva manobrinha de propaganda. Por outro lado, fazer-se apelo à denúncia dos cidadãos uns pelos outros não é propriamente uma novidade aqui no burgo: par'aí desde a Contra-reforma, julgamos nós, já houve familiares do Santo Ofício, moscas, informadores da Pide, sabe-se lá mais quem. Sirva de exemplo o caso de um professor que contou uma anedota lá pela delegação do Norte do Ministério da educação que temos.
O que espanta, o que verdadeiramente espanta, é que se garanta o anonimato aos ditos denunciantes.
Anonimato? Num país onde um processo em segredo de justiça pode aparecer pespegado na primeira página de um jornal, onde escutas secretas são transcritas e dadas a público?
Ná!
Nós aqui no Portugal, caramba! queríamos ser tudo (ou quase, pronto!): anónimos é que nunca! Safa!
-
PS: o nosso pseudónimo àparte, claro.
quinta-feira, novembro 11, 2010
quarta-feira, novembro 03, 2010
sábado, outubro 30, 2010
11 razões para não votar Cavaco
O «Delito de Opinião» publicou, no dia 26 de Outubro, uma bela lista de dez razões para não votar no Cavaco. Nós aqui, no Portugal, caramba!, só temos uma a acrescentar:
11. Já viram bem a cara dele?
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