Não cheguei verdadeiramente a conhecê-lo. Trocámos um ou dois apertos de mão, meia dúzia de palavras, se tanto.
Ele era muito novinho, já de outra geração. Eu não dava por isso, mas estava a caminho de ser apenas mais um cota, como tantos outros.
Raymond Chandler escreveu num dos seus romances que partir é morrer um pouco, mas que ficar é morrer muito mais.
Agora que o António Feio partiu, por curioso que pareça, sinto como se tivesse perdido um irmão mais novo. Como se tivesse morrido, também eu, muito mais.

